Quem és tu?

Já alguma vez te olhaste ao espelho e perguntaste: quem sou eu? Durante a tua rotina diária, ano após ano, alguma vez te surgiu a dúvida de saber quem és? Aquilo que tu julgas que és satisfaz-te ou preenche-te enquanto ser humano?

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1)Imagem presente em: https://acaminhodebuda.wordpress.com/category/sistema-de-crencas/

Já alguma vez te olhaste ao espelho e perguntaste: quem sou eu? Durante a tua rotina diária, ano após ano, alguma vez te surgiu a dúvida de saber quem és? Aquilo que tu julgas que és satisfaz-te ou preenche-te enquanto ser humano?

Estas são as questões que em algum momento da vida todos nós colocamos a nós mesmos e não são fáceis de responder. Talvez seja mesmo o maior desafio que o Homem tenha durante toda a sua vida, e sem se aperceber disso vive incompleto e insatisfeito sem saber o porquê.

Na ânsia de superar esta insatisfação, este vazio, luta arduamente por obter coisas e mais coisas, sejam bens materiais, ascensão na profissão ou um relacionamento perfeito. A sua insatisfação fá-lo procurar o que lhe falta através do desejo, acreditando que o irá preencher, completar e, enfim, encontrar a felicidade.

Assim também vives tu enredado pela ilusão de que amanhã serás feliz se conseguires a profissão dos teus sonhos, adquirires um carro igual ao que o teu vizinho tem estacionado à porta ou viajares pelo mundo. Com estes desejos constróis uma história, a tua história pessoal; e quanto mais situações viveres mais densa será essa história, mais preso ficarás.

É verdade que obteres o que sempre sonhaste te fará feliz num primeiro momento. Haverá uma satisfação e um sentimento de realização pessoal, mas que tem pouca duração porque depressa o ego se deixa envolver novamente pelo desejo, repetindo-se este ciclo pela vida fora.

Através dos cinco sentidos e da imaginação recebes toda a informação que alimenta o teu eu, o teu ego, criando a tua própria perceção de mundo. O teu cérebro recebe e assimila tudo dando estrutura à tua personalidade. Contudo, de forma subtil vais criando um mundo interior que não passa de imagens e de interpretações individuais do mundo exterior. O mundo que tu vês é o mundo que tu interpretas, não necessariamente o mesmo mundo que os outros veem.

Assim se constrói o teu ego que não passa de uma personagem que vestes e desempenhas na perfeição no palco da vida. A tua peça será representada com naturalidade até que um dia algo desperta em ti e percebes que esse eu não passa de um enorme sistema de crenças que te foi imposto. Um eu que a seu tempo ruirá, dando lugar a um novo ser.

Então, achas que ainda te conheces? Serás um ser livre, como sempre acreditaste?

Sim, talvez seja essa a tua convicção, uma vez que tomas as tuas decisões, possuis o teu livre arbítrio e estás consciente disso. Porém, essa liberdade não passa de uma pseudoliberdade, porque apenas o és dentro da bolha em que foste educado, sem opção de olhares para o que está fora dela.

É uma liberdade menor, uma liberdade frágil que satisfaz pelo desconhecimento de algo maior. Só quando olhares para outras culturas, as observares com atenção e as “estudares” é que começas a ver que afinal há muito mais para além de ti. A isso chama-se crescimento, expansão de consciência, sair fora da caixa, subir até ao cume da montanha e ver que existem outros mundos, outras realidades.

Pois é, quando finalmente tomas consciência deste facto, inicias um longo caminho de autodescoberta que te leva à desconstrução, ao desmantelamento desse sistema de crenças, de tudo aquilo que acreditavas e que se revelou uma farsa. Pode ser doloroso, mas vale a pena.

É um caminho solitário e sem volta, mas com um objetivo bem definido: o conhecimento da verdadeira identidade, a descoberta do Eu Real há muito encoberto pelo véu da ilusão e da ignorância. É o início do Despertar e nada te poderá dar mais prazer.

Referências   [ + ]

1. Imagem presente em: https://acaminhodebuda.wordpress.com/category/sistema-de-crencas/

Sobre o autor | Website

Sou natural do Concelho de Santarém, onde resido, e como principal atividade sou Professor de Matemática. Em novembro de 2000 obtive o 1.º grau de Reiki Usui Shiki Ryoho e em 2017 tornei-me Facilitador de Cura Reconectiva®, atividade que desempenho em regime de part-time. Desde tenra idade nunca aceitei uma visão materialista e fatalista da vida, mas sim como uma oportunidade para crescer e ir mais além na descoberta da minha verdadeira identidade. O eu que eu julgo ser, não sou Eu, mas sim uma ilusão do ego.

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